quarta-feira, 30 de março de 2011

O PÁSSARO AQUARIANO.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

Na onda mágica da existência
Sempre as asas da razão
Livre sem emoção
Voando o cosmo – a essência

Não tem ao solo ligação
Nem presilha a prender
De um mundo a gemer
A Dor da criação

Habito o universo
Percorro o infinito
Livre no meu grito
Num oceano imerso

Todos pensam que morri
Entrei noutra dimensão
A morte uma abstração
Uma falha a corrigir

Não tem matéria
É uma luz em onda
Como numa lona
Sem vida ou bactéria

Não tem limitação
Em Aquarius é assim
Um infinito sem fim
Pássaro sempre a voar
Não precisa ir ao universo
Escrevo no seu verso
Ele chora e vem a mim

Em Aquarius Já estou
Aqui não tem solidão
O tempo é uma abstração
Ponde, onde o universo – Chorou.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MADRINHA MOÇA - DÊ-ME SUA BÊNÇÃO.

Luiz Domingos de Luna *
Livro digital – Google

Na igreja eu entrei
Com uma vela na mão
Um manual no meu peito
Um canto no coração
Madrinha moça
Dê-me sua bênção

Na escola eu entrei
Com um livro na mão
Um sorriso bem feito
Na casa da educação
Madrinha moça
Dê-me sua bênção


No convento eu entrei
Com muita admiração
Todos satisfeitos
Com a sua oração
Madrinha moça
Dê-me sua benção

No Pavão eu entrei
Pegado na sua mão
Com muito respeito
Fez-se a revelação
Madrinha moça
Dê-me sua benção

Agora eu entrei
Em outra dimensão
A saudade dói no peito
A dor da separação
Madrinha moça
Dê-me sua benção

(*) A Minha eterna madrinha Moça

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ÚLTIMA CEIA, 33 ANOS.

Luiz Domingos de Luna*
Livro digital - Google
I
Leonardo da Vinci em Milão
Afresco de arte a projetar
Tempo no espaço a passar
Torre da matriz em Aflição
II
19 ao sete o oito colar
Matriz do Deus Menino
A fenda no caminho
Padre França a acordar
III
Tremulante a dor do momento.
Dr. Bastim o toque na porta
D. Terezinha a causa comporta
A sutura do concreto, sangramento.
IV
Dr. Wilames, Dr. Danúbio, ação ao ato
Edilmar Norões, Lucio Brasileiro, o semblante
João Inácio JR, Neno Cavalcante
Eis a comissão no seu formato
V
12 de janeiro pontuou
O inicio da restaurão
Uma cinta de amarração
A fissura estancou
VI
A maior obra artística,
de Aurora em Gestação
O Altar mor uma indagação
No mistério da alma mística
VII
Os pedreiros em Ação
Franzé de Aurora na massa
Adornos saíram da argamassa
Obra projetada em Projeção
VIII
Bolas de gude de vidro a olhar
As colunas e as vidraças
Teto novo, mármores com graças
Degraus, ao ângulo pisar
IX
Sacrário com mesa no altar
Território de oração e sacrifício
O Piano ao som do oficio
O Povo em hinos a louvar
X
Senhor, aos homens à luz
33 anos bem passados
Da última ceia o sagrado
Caminho que reluz
XI
Do campo e da cidade
A teus pés a oração
Penitência e oblação
Campus da liberdade
XII
Dr. Bastim e Padre França
E a preciosa comissão
Sempre em missão
Louvando esta aliança.
(*)Procurar na web

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A TELA DE COMPOSTELA.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Matéria no corpo diluída
O Espírito a chama clarear
Contorno de tudo a acentuar
O Equilíbrio da alma indefinida

A estrada da poeira percorrida
O Peso da história a carregar
Andarilhos pelo mundo a vagar
Corpo dilacerado, carne dolorida.

Busca da grande interrogação
Indagação ao humano, toda hora.
Pergunta sem resposta, que aflora.
Na caminhada, da caminhada – a imensidão

A fadiga corrói o corpo fraco
Na tela do ferro a rasgar
O corpo humano a sangrar
Na busca da infinitude do aço

Em pedaços a matéria a chorar
Clamando o grande encontro
É o homem, é o outro, é o espanto
Que no final tem que juntar
Carregando em um só corpo o mistério
Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar.

sábado, 7 de agosto de 2010

AO MEU QUERIDO NETINHO DAVI.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google
I
Duas, vê filho, é meu neto
Seu Berço - ingazeiras
O cariri a esteira
Um Ceará ao afeto.
II
Na suavidade da vida
Sua história uma canção
Seu destino em construção
Seu ideal é guarida
III
Na grandeza da existência
Espinhos, flores, a contemplar
Em uma estrada a esperar
O sumo da essência
IV
São muitos horizontes
Varias possibilidades
A cada probabilidade
Estrada, caminho ou monte
V
Creio no seu discernimento
Acredito na sua direção
O direito a construção
De uma vida em andamento
VI
Vida, vela, veleja
Além horizonte uma cruz
Que também pode ser luz!
Ao tempo senhor, peleja
VII
O espaço a passos marcar
Seu avô sempre a compasso
Na firme abertura do aço
Uma nova história a timbrar
VIII
Aposto no tempo
Acredito em sua formação
Creio na sua educação
A luz, o conhecimento
IX
Na malha do mundo
Uma cela a ser quebrada
Luz e treva são apresentadas
Em questão de segundos
X
A Fé a iluminar
O facho da indecisão
A Vida em projeção
Da proa, no mastro a velejar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O VÔO DA ÁGUIA

Luiz Domingos de Luna*
Livro digital - Google
I
No tapete da vida sitiante
Restrito a orla vegetal
Sem riqueza material
O sonho no horizonte
II
No tabuleiro do jogo existencial
Cada movimento estudado
Um universo, criado
A onda em movimento espiral
III
Cruza do sonho a luz
Aurora boreal a confirmar
O Vôo da águia a voar
Uma paisagem reluz
IV
O cariri dá rosto feliz
Aurora levanta a voz
Ceará nascente e foz
Tempo senhor juiz
V

A águia canta no ar
O Tempo ao templo parado
A vida some em segundos
Á águia não pode mais voar
VI
Na curva da estrada
O choque do pavio
Como um navio
Vida emparedada
VII
Vida transfigurada
No além do mistério
Existe um critério
Águia de luz
Em outro universo
Seu brilho no verso
No caminho de luz!
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora - Ceará

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O BLOG

Luiz Domingos de Luna
Livro Digital – Google.

Um bom livro
Em suas mãos
Páginas a folhear
Celulose sem gastar
Meio de comunicação
Depende de sua atuação
Para credibilidade conquistar
É também uma revista
Um canal de uma pista
Nunca vai poder parar
A história nele passa
Depende da argamassa
De volume bem dosado
Pois o olhar do outro lado
Diz se já foi visitado
Ou ainda vai visitar
Não dá para prender
Nem serve para vender
Nem para ser alugado
O seu preço é qualidade
Que depende do leitor
Que estabelece o valor
Do material postado
Nasce no novo mundo
Vive enclausurado
Na tela bem amarrado
Percorre em um segundo
A fronteira do infinito
A força de seu grito
Em horizonte firmado
Conduzindo com intensidade
A fórmula da liberdade
De um universo colado