segunda-feira, 28 de maio de 2012

OH! MINHA AMADA CRATO.

Luiz Domingos de Luna 
Livro digital – Google 

Nos mares verdejantes do cariri
Na janela do trem contemplava
A musa de luz me esperava
A Chapada do Araripe estava ali

Terra de um povo acolhedor
Capital da cultura da região
Liberdade de culto e oração
Batuque de luz no cosmo – tambor

Deslizava na rua palmilhada
Contemplando a magia da cidade
Amigos que amam a lealdade
 Eterna Crato, beleza encantada

No cariri foste à primeira
A Levar o mastro da civilização
Os irmãos lazaristas a plantação
De um universo sem fronteira

Ninguém define a lindo Crato
Pois é uma pura  abstração
 Está imersa em cada coração
 De quem lhe  sabe ser grato.

sábado, 17 de março de 2012

HINO DO COLÉGIO PAROQUIAL SR. MENINO DEUS

Letra: Luiz Domingos de Luna
Música: Maestro Esmerindo Cabrinha da Silva

Iluminaste a educação em Aurora
Semeaste o sumo do saber
Ensinando a ler e escrever
Implantaste a cultura desde outrora

Foste marco inicial na cidade
Da educação, cultura e disciplina
O teu mundo interior nos fascina
És um colégio de um nascer da verdade

És fiel ao teu berço natal
És o mastro que direciona a educação
A Beleza nata de um cidadão
Será sempre nosso colégio paroquial

Filhos ilustres conhecem a tua essência
Pois há tempos estiveram contigo
e hoje são os teus grandes amigos
Destacados na filosofia e na ciência

Os estudantes te reconhecem como um lar
A sociedade te trata com carinho
As crianças vêem em ti um ninho
És um sonante de um pássaro a cantar

Sempre foste zelado com mãos carinhosas
Desde o PE. Francisco Luna, fundador
A beleza sempre presente no seu interior
És um colégio de essências preciosas.

Hino referenciado no Livro: Reflexões Poéticas. Editora: Gráficas Cajazeiras LTDA. Ano: 1984. Página, 11. Autor: DOMINGOS, Luiz Luna

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

HINO A MÁRTIR FRANCISCA ( A SANTA POPULAR DE AURORA )


Hino a Mártir Francisca (A Santa Popular de Aurora - CE)
Letra: Luiz Domingos de Luna
Música: PE. Cícero Leandro Cavalcante.
Oh! Mártir Viva! Oh! Mártir Pura! Oh! Mártir Gloriosa!
Tua vida, teu sacrifício, alimenta nossa fé.
És aurora da crença popular
O Teu martírio é à busca de nossa cruz
Tua inocência
Tua bondade
Tua Pureza
Sempre a nos olhar
E a todos nós conduz
Cuida de nós ó pequenina
Ensina-nos a amar e perdoar
Mártir Francisca eu te clamo nas minhas orações
‘’Orai, rezai, cantai’’
Confortai os nossos corações.
Daí paciência, paz e conforto nas tribulações!
Sou teu devoto Oh! Pequenina
Oh! Menina pura de luz!
Levai os teus devotos
Aos braços de Jesus
Daí a nós o virgem Mártir
A tua candura
Para um grande abraço
Na mãe de Jesus!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ALÉCYA KAREN

Alécya Karen
Por Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Nasce Alécya Karen
No firmamento
Estrela de Luz
Brilho que reluz
Estrada do tempo

Asas do condor
Zelai a decência
Aroma da essência
De um lar de amor

Lírios purificados
Oceano de inspiração
Casal em união
Sentimentos untados

Pequenina a bailar
No aconchego guarida
Luz! Beleza! Vida
Ao mundo brilhar


Na escola o ensinamento
Tempos que virão
Universo em projeção
Lar, Colégio, juramento

Linda centelha
Da minha constelação
Papai e mamãe do coração
Raios de uma estrela

Com o brilho da luz
Ao Futuro esperar
Alécya Karen
Luz que reluz!!
Na constelação da vida
Beleza que brilha
Ao universo povoar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

LAMPIÃO - PENITENTE!

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

Lampião veio Aurora
Para se batizar
Na Ordem Santa cruz
Queria ingressar
Já ao passar da hora
Os cangaceiros na cola
Queriam acompanhar
Com o habito marrom
Chamou Macilon
Zé Cardoso também ia
Na nossa forania
Para festa começar
Só faltava chamar
O Mestre Isaias.
No auto de canudos
Deu logo uma confusão
Veneno que ia i vinha
Tava feita à armação
A Igreja virou bailarina
Nome que rola ainda
A Menina as pressas saiu
Da cova encantada
Quebram a panelinha
E foram para Ipueiras
Mataram o boi do curral
Para resgatar a princesa
Que estava em Mossoró
Inventaram uma invasão
Que não passa de ilusão
De uma marcha de nota só

A Menina de Valor – Aurora
Precisava ser resgatada
Na braúna esperada
O Batismo quase na hora
Os paramentos no Jeito
Da braúna ao parapeito
Faltava somente a vela
Fizeram a sentinela
Mas a menina não chegou
A Nova ordem parou
Não atacar cinco pontas
A Princesa em Mossoró
Lampião paramentado
Mas parecia um noivado
De que um noviço iniciado
O Pai da noiva deu um nó
Ainda mandamos o recado
O Rei todo autoritário
Daqui ela não sai não
A Menina ainda fugiu
Nos braços de Massilon
Mossoró entrou em guerra
A Policia nem deu trela
A Princesa escapou
A População se armou
Na busca de sua Aurora
O Capitão ainda beijou
Mas na estaca do alto
Como se fosse um assalto
Um cangaceiro tombou
Voltou para sua bailarina
Linda querida e amada
No sonho do capitão
A loucura de uma paixão
Transformada em cangaço
Tem que ter nervo de aço
Para entender a enganação
O Choro de penitente
De um amor flagelado
Num mundo jogado
Para enganar a gente
O estudo não chega a nada
Pois a princesa encantada
Com o coronel casou
Ficou a historia do cangaço
Mas o amor em mormaço
Ninguém mais falou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PASSAGEM.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

A Alma a divagar aflora
Nos umbrais do tempo
No galope do vento
Deixa o corpo vai embora

É assim uma existência
Matéria viva – corpo
Corpo matéria-morto
Alma sempre essência

Solo, palco iluminado
Ao refletor do tempo
Germinar o fermento
Mistério interrogado

Volatilidade urgente
Futuro, presente passado
De um mundo deixado
No elo da corrente

Preso corpo
Colado sente
Tempo presente
Futuro – morto

Alma sonhadora
A furar o infinito
Na mágica do grito
Beleza imorredoura

domingo, 1 de maio de 2011

O INFINITO.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

O infinito não tem fim
Espiral de onda a girar
Espaço tempo a quebrar
Na busca vem a mim

Pulo da galáxia um grito
Gemido da imensidão
No oceano da imaginação
No mundo em conflito

A alma a vagar no ido
Corpo deixado no degrau
Vida vivida em umbral
De um paraíso perdido

Matéria sem gravidade
Não precisa existir
Vagar, voltar ou ir
Não tem uniformidade

É uma onda a girar
Por todo firmamento
Voando no pensamento
Uma historia a apagar

Do nada partícula nasce
De um mundo corroído
Inteligência de sabido
Uma existência em disfarce

Mistério engole o pensar
Numa interrogação
Vida presa no não
Dá para questionar ?

Ausência do presente
Presente da ausência
Uma vida sem essência
Imersa no meio da gente

Que o pensamento
Não sabe processar
A onda sempre a girar
Numa existência diferente
Alma parada no ar
Pingos de sentimentos
Chuva dobrada a vento
Nunca pode molhar

Estar no meio da gente
Nada a modificar
Uma ausência presente
Quem pode imaginar?