quarta-feira, 15 de junho de 2011

ALÉCYA KAREN

Alécya Karen
Por Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Nasce Alécya Karen
No firmamento
Estrela de Luz
Brilho que reluz
Estrada do tempo

Asas do condor
Zelai a decência
Aroma da essência
De um lar de amor

Lírios purificados
Oceano de inspiração
Casal em união
Sentimentos untados

Pequenina a bailar
No aconchego guarida
Luz! Beleza! Vida
Ao mundo brilhar


Na escola o ensinamento
Tempos que virão
Universo em projeção
Lar, Colégio, juramento

Linda centelha
Da minha constelação
Papai e mamãe do coração
Raios de uma estrela

Com o brilho da luz
Ao Futuro esperar
Alécya Karen
Luz que reluz!!
Na constelação da vida
Beleza que brilha
Ao universo povoar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

LAMPIÃO - PENITENTE!

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

Lampião veio Aurora
Para se batizar
Na Ordem Santa cruz
Queria ingressar
Já ao passar da hora
Os cangaceiros na cola
Queriam acompanhar
Com o habito marrom
Chamou Macilon
Zé Cardoso também ia
Na nossa forania
Para festa começar
Só faltava chamar
O Mestre Isaias.
No auto de canudos
Deu logo uma confusão
Veneno que ia i vinha
Tava feita à armação
A Igreja virou bailarina
Nome que rola ainda
A Menina as pressas saiu
Da cova encantada
Quebram a panelinha
E foram para Ipueiras
Mataram o boi do curral
Para resgatar a princesa
Que estava em Mossoró
Inventaram uma invasão
Que não passa de ilusão
De uma marcha de nota só

A Menina de Valor – Aurora
Precisava ser resgatada
Na braúna esperada
O Batismo quase na hora
Os paramentos no Jeito
Da braúna ao parapeito
Faltava somente a vela
Fizeram a sentinela
Mas a menina não chegou
A Nova ordem parou
Não atacar cinco pontas
A Princesa em Mossoró
Lampião paramentado
Mas parecia um noivado
De que um noviço iniciado
O Pai da noiva deu um nó
Ainda mandamos o recado
O Rei todo autoritário
Daqui ela não sai não
A Menina ainda fugiu
Nos braços de Massilon
Mossoró entrou em guerra
A Policia nem deu trela
A Princesa escapou
A População se armou
Na busca de sua Aurora
O Capitão ainda beijou
Mas na estaca do alto
Como se fosse um assalto
Um cangaceiro tombou
Voltou para sua bailarina
Linda querida e amada
No sonho do capitão
A loucura de uma paixão
Transformada em cangaço
Tem que ter nervo de aço
Para entender a enganação
O Choro de penitente
De um amor flagelado
Num mundo jogado
Para enganar a gente
O estudo não chega a nada
Pois a princesa encantada
Com o coronel casou
Ficou a historia do cangaço
Mas o amor em mormaço
Ninguém mais falou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PASSAGEM.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

A Alma a divagar aflora
Nos umbrais do tempo
No galope do vento
Deixa o corpo vai embora

É assim uma existência
Matéria viva – corpo
Corpo matéria-morto
Alma sempre essência

Solo, palco iluminado
Ao refletor do tempo
Germinar o fermento
Mistério interrogado

Volatilidade urgente
Futuro, presente passado
De um mundo deixado
No elo da corrente

Preso corpo
Colado sente
Tempo presente
Futuro – morto

Alma sonhadora
A furar o infinito
Na mágica do grito
Beleza imorredoura

domingo, 1 de maio de 2011

O INFINITO.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital – Google

O infinito não tem fim
Espiral de onda a girar
Espaço tempo a quebrar
Na busca vem a mim

Pulo da galáxia um grito
Gemido da imensidão
No oceano da imaginação
No mundo em conflito

A alma a vagar no ido
Corpo deixado no degrau
Vida vivida em umbral
De um paraíso perdido

Matéria sem gravidade
Não precisa existir
Vagar, voltar ou ir
Não tem uniformidade

É uma onda a girar
Por todo firmamento
Voando no pensamento
Uma historia a apagar

Do nada partícula nasce
De um mundo corroído
Inteligência de sabido
Uma existência em disfarce

Mistério engole o pensar
Numa interrogação
Vida presa no não
Dá para questionar ?

Ausência do presente
Presente da ausência
Uma vida sem essência
Imersa no meio da gente

Que o pensamento
Não sabe processar
A onda sempre a girar
Numa existência diferente
Alma parada no ar
Pingos de sentimentos
Chuva dobrada a vento
Nunca pode molhar

Estar no meio da gente
Nada a modificar
Uma ausência presente
Quem pode imaginar?

terça-feira, 12 de abril de 2011

MUNDO GLOBAL.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Sinto-me confortado
Postando minhas poesias
Uma oportunidade a cada dia
Neste mundo globalizado
Contrato bem firmado
A comunicação presente
Pessoa, cidadão – Gente.
Conhecimento pulverizado
Imprensa solidificada
A informação percorre o planeta
Girando o globo como uma carrapeta
Num estado a demarcar fronteiras
Em parceria, em fileiras.
A humanidade está segura
A democracia empurra
Para o mundo libertar
Uma existência que teima em
Chocar, a beleza do ser humano.
Ao espaço a contemplar

PASSEIO CÓSMICO.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Entre galáxias quentes
Quasares gigantes
Tudo tão distante
É tão diferente

Não tem gravidade
É uma queda de gênio
Não tem oxigênio
Estranha suavidade

O terror da matéria
Viva atrevida
Não tem vida
Do humano a miséria

Não tem cultura
Luz escuridão
Alma em aflição
É somente tortura

O medo grita
O silêncio calado
No mundo gelado
Sem terra e guarita

Há anos, ativo.
Vejo um ponto
Pare uma foto.
E ali que vivo

Um traço obscuro
Não parece uma bola
A câmera giratória
A terra procuro

Perdido no infinito
Leva-me de volta
De tanta viravolta
Sinto-me perdido

Que tal existência
Aonde vai me levar
Onde queres chegar
Só vejo a ausência

Nos confins um grito
Não sei decifrar
Mas vou escutar
E assim repito

Um barulho estranho
Parece um cano
A água derramar
Cadê gravidade
A tua humanidade
Para poder parar

Vejo-me girando
Eu mesmo falando
Onde vamos chegar
Tudo é mistério
Grande interrogação
È poder da matéria
Ou da criação?

O TEMPO.

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google

Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos

Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?

Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influencia
Queima a paciência
Quem vai desvendar?

Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar

Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?

Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar